A Comissão Europeia considera «inaceitável» e «terrivelmente» elevado o desemprego na Europa e pediu aos Estados-membros para que concretizem reformas que permitam combatê-los.

«Os números do desemprego continuam terrivelmente altos», afirmou o porta-voz do executivo comunitário, Dennis Abbott, na conferência diária da Comissão Europeia:

De acordo com os dados revelados esta quarta-feira pelo Eurostat, a taxa de desemprego na Zona Euro manteve-se nos 12,1% em junho, onde se mantém desde março, mas que é um máximo. Na União Europeia (UE), a taxa atingiu os 10,9%, uma décima abaixo de maio.

O porta-voz considerou ainda ser «inaceitável» que cerca de 26,4 milhões de pessoas estejam sem emprego na UE e defendeu a necessidade de os Estados-membros fazerem reformas para aumentar o emprego.

Estas reformas, explicitou Dennis Abbott citado pela Lusa, passam pelo combate ao abandono escolar, por assegurar que os jovens e estudantes «têm as competências de que os empregadores precisam», pela reforma da legislação laboral e pela melhoria da «eficiência» dos serviços públicos de emprego.

Os Estados-membros devem ainda «dar passos urgentes» para pôr em prática a garantia jovem, acrescentou o porta-voz da Comissão Europeia.

A garantia jovem é uma iniciativa que pretende assegurar que os jovens até aos 25 anos que estão desempregados há quatro meses tenham acesso a um trabalho, a um estágio ou a um programa de formação.

No último Conselho Europeu, em junho, os líderes europeus acordaram antecipar para 2014 e 2015 a disponibilização da verba de seis mil milhões de euros destinada à garantia jovem, inicialmente prevista para o período 2014-2020.

O porta-voz do executivo comunitário sublinhou que «há uma cura» para o desemprego, mas não é uma «cura milagrosa» e recordou que, ao nível europeu, já foi acordado o que deve ser feito.

«Não é algo que possa ser feito de um dia para o outro, mas pode ser melhorado se os Estados-membros tratarem destas questões», concluiu Dennis Abbott.