O grupo chinês HNA, empresa matriz da companhia aérea Hainan Airlines e alegados futuros acionistas da TAP, vai comprar uma participação de 13% da transportadora aérea australiana Virgin Australia, anunciou hoje a empresa, citada pela Lusa.

A empresa, liderada pelo milionário chinês Chen Feng, vai pagar 115 milhões de dólares para entrar na Virgin Australia, lê-se num comunicado hoje divulgado.

O anúncio surge uma semana após a Atlantic Gateway ter confirmado que a HNA poderá vir a ficar com uma participação indireta de 20% do capital da TAP.

Segundo o consórcio que tem 45% do capital da transportadora aérea portuguesa, a HNA vai adquirir 13% do capital da Azul (companhia do brasileiro David Neelman que integra a Atlantic Gateway).

Ao mesmo tempo, vai entrar no capital da Atlantic Gateway com uma participação na ordem dos sete por cento.

Entretanto, a Beijing Capital Airlines, que pertence à HNA, pediu na semana passada autorização à Administração de Aviação Civil da China para lançar o primeiro voo direto entre o país asiático e Portugal.

"Agrada-nos o seu modelo de negócio, porque não só inclui a exploração dos voos, mas também grandes investimentos nas áreas do turismo e hospitalidade", disse à agência Lusa o secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, durante uma visita à China.

Em abril passado, a HNA anunciou a compra da cadeia hoteleira norte-americana Carlson Hotels, que detém 1.400 hotéis em 115 países e regiões e uma participação de 51,3% no Rezidor Hotel Group, que tem sede em Bruxelas.

Em fevereiro, pagou 6.000 milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros) pela Ingram Micro, distribuidora norte-americana de tecnologia.

Segunda maior economia do planeta, o país asiático é também o maior emissor mundial de turistas. No conjunto, cerca de 120 milhões de chineses viajaram para fora da China continental em 2015, num aumento de 19,5% em relação ao ano anterior.

A Virgin Australia, segunda principal companhia aérea australiana, referiu, em comunicado, que a entrada da HNA na empresa visa aumentar o acesso ao "mercado turístico chinês em rápido crescimento" e que as duas companhias estão a considerar abrir voos diretos entre Austrália e a China.