O índice de produção industrial cresceu 0,6% em agosto em termos homólogos e aumentou 8,3% em termos mensais, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O índice aumentou 1,7 pontos percentuais face a agosto de 2012, sendo que excluindo a divisão de fabricação de coque, produtos petrolíferos refinados e de aglomerados de combustíveis, a variação homóloga do índice de produção industrial situou-se em -0,4%, contra os -2,3% do mês anterior, frisa o instituto.

Na secção das indústrias transformadoras, o índice aumentou 1% em termos homólogos, correspondente a um contributo de 0,8 pontos percentuais, mas foi o agrupamento de energia que «apresentou o contributo mais influente» para a variação do índice agregado (0,5 pontos percentuais), originado por uma taxa de variação de 2,8%.

O índice do agrupamento de bens intermédios passou de uma variação homóloga de -1,7% em julho para 0,7% em agosto, correspondente a um contributo de 0,3 pontos percentuais para a variação do índice total.

Já o agrupamento de bens de investimento teve um contributo negativo de 0,2 pontos percentuais, com uma taxa de variação de -2,2%.

A secção de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio apresentou uma taxa de variação de -3,8% (-3% em julho), da qual resultou um contributo negativo de 0,5 pontos percentuais.

Segundo o INE, a variação homóloga do índice da secção das indústrias extrativas situou-se em 12,8%, 1,9 pontos percentuais abaixo do verificado no mês anterior e contribuiu com 0,3 pontos percentuais para a variação do índice agregado em agosto.

Em termos mensais, a produção industrial subiu 8,3% em agosto (-2,1% em julho), com o agrupamento de bens intermédios (5,8 pontos percentuais) a determinar a variação do índice total, ao passar de uma variação de -3,7% em julho para 15,1% em agosto.

O agrupamento de bens de consumo apresentou um contributo de 1,9 pontos percentuais, devido a uma taxa de variação de 5,7% (2,5% em julho).

O INE destaca ainda o contributo da secção das indústrias transformadoras, de 6,2 pontos percentuais, resultante de uma variação mensal de 7,4%, e as secções de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio e das indústrias extrativas apresentaram ambas contributos de 1 pontos percentuais, resultantes de taxas de variação de 7,7% e de 43,5%, respetivamente.