Competitividade é uma palavra recorrente nos discursos políticos, mas Portugal desilude quando olhamos para o conjunto dos indicadores que lhe estão subjacentes. Depois de no ano passado ter registado a segunda maior subida, o país caiu três lugares no ranking mundial IMD deste ano. Entre 61 países, ocupa a 39ª posição. 

Até a Turquia conseguiu suplantar Portugal como um país mais competitivo. Espanha também ganhou terreno: escalou três posições, passando igualmente à frente do país vizinho e é, ainda, um terreno com melhores condições para abrir um negócio. 

Já a Irlanda, país que também foi sujeito a resgate financeiro, foi o que mais subiu na lista dos mais competitivos do mundo e está agora em 7.º lugar.

 

Boa avaliação

Infraestruturas
Custos competitivos
Força laboral especializada

 

Má avaliação

Competência do Governo 
Regime fiscal
Transparência
Risco de instabilidade política
Finanças públicas
Burocracia

No topo da lista, os Estados Unidos perderam a liderança para Hong Hong e para a Suíça.

Entre as fraquezas que imputa a Portugal, este ranking destaca o investimento direto, a taxa de desemprego (com ênfase para o desemprego jovem e o de longa duração), bem como a concentração das exportações em determinados parceiros. Este último aspeto foi, de resto, sublinhado hoje pelo ministro das Finanças, que alertou para os riscos das previsões de crescimento da economia portuguesa. Também a dívida pública, os problemas na Justiça e na Segurança Social (pensões) são nomeados.

Os resultados enfatizam os desafios que o país enfrenta este ano, nomeadamente reduzir o défice público e do endividamento do Estado e de famílias e empresas, promover um sistema bancário "saudável e bem capitalizado", "atrair e reter" investimento estrangeiro, nomeadamente através  de políticas orçamentais "estáveis", bem como melhorar as qualificações, promover reformas no mercado de trabalho que favoreçam o mérito e a flexibilidade, para além de aumentar a produtividade e manter uma balança comercial sustentável.