Afinal a Grécia diz não ter condições para aplicar as medidas adicionais que aprovou para, com esse pacote de austeridade mais duro, obter o desembolso de uma tranche de 10,3 mil milhões de euros. Foi o que ficou acordado no Eurogrupo, mas o ministro das Finanças Euclid Tsakalotos admitiu numa carta enviada à troika, depois disso, que não conseguirá cumprir algumas das medidas. A Reuters avança a notícia, citando três fontes próximas das negociações. Uma delas adianta que as mudanças nas pensões são um dos exemplos.

"Nós não podemos fazer quaisquer alterações substanciais. Mas vamos prosseguir com as mudanças técnicas discutidas. Algumas delas estão certas"

 A declaração foi feita por uma fonte governamental à Reuters, sendo que o Ministério das Finanças ainda não comentou oficialmente a informação e a agência de notícias diz que não  é ainda claro que a libertação dos fundos, no âmbito do terceiro resgate, estarão em risco.

O jornal grego Ta Nea dá conta, por sua vez, que a carta foi enviada para o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, para Benoit Coeuré,do BCE e para o chefe da missão do FMI, Poul Thomsen.

Se a Grécia vier mesmo a falhar o acordo, isso pode atrasar ainda mais o encaixe de que o país precisa para saldar os empréstimos com o FMI que vencem já em junho e, igualmente, aqueles que tem o Banco Central Europeu, cujo prazo termina em julho.

depois de meses de negociações é ficou concluída, na semana passada, uma revisão fundamental do resgate, havendo acordo para a libertação de 10,3 mil milhões de euros e abrindo caminho para o alívio da dívida pelo qual o país há tanto tempo anseia.