O banco BSI tornou-se esta segunda-feira a primeira instituição financeira suíça a aceitar um plano global dos Estados Unidos para lutar contra a evasão fiscal, anunciou o Departamento da Justiça norte-americano.

O banco de Lugano vai pagar 211 milhões de dólares de multa para resolver um diferendo por suspeitas de fraude e deverá comprometer-se a revelar detalhes de contas bancárias que tenham uma «ligação direta ou indireta» com contribuintes norte-americanos, refere o departamento em comunicado.

Este é o primeiro acordo do género concluído no âmbito de um programa anunciado em 2013 pelos Estados Unidos para tentar evitar a evasão fiscal por parte de contribuintes ricos dos Estados Unidos com a ajuda de bancos suíços.

O programa permite que os bancos que são alvo de suspeitas possam regularizar a sua situação nos Estados Unidos sem serem alvo de um inquérito formal, mas pagando uma multa e aceitando levantar parcialmente o segredo bancário.

Nos termos do acordo anunciado hoje, o BSI deverá fornecer aos Estados Unidos uma lista completa da sua atividade nos Estados Unidos, desvendar o nome de outros bancos que tenham permitido a abertura de contas «secretas» e encerrarem as contas de clientes que não tenham respeitado as obrigações decretadas por Washington.

«Os bancos suíços comportam-se de forma bastante diferente do que ocorria há cinco anos e o programa do ministério (...) é um elemento crucial nessa mudança», refere Sally Quillian Yates, responsável do departamento, citada no comunicado.

Mais de uma dezena de bancos suíços não podem participar neste programa dado que já estão sob investigação nos Estados Unidos e correm o risco de pesadas sanções.