A TAP apresentou, esta quarta-feira, uma proposta para um novo acordo de empresa com o pessoal de cabine. "Mantém o essencial do acordo da empresa atual", que não é revisto desde 2006, mas introduz, segundo a transportadora, "importantes melhorias que permitirão assegurar um futuro melhor para todos".

O que propõe, então?

  • "Contratação pontual de aeronaves de acordo com as normas EASA [Agência Europeia para a Segurança na Aviação] para competir com a concorrência e fomentar o crescimento da companhia" 
  • "Viabiliza a utilização na sua plenitude dos 12 A321 LR já encomendados".
  • Possibilidade de contratação de pessoal temporário nos períodos de maior atividade, como o verão e épocas festivas
  • Revisão do modelo remuneratório apresentado: "reconhece e compensa adequadamente o serviço de voo, incentiva a equidade e possibilita uma atualização salarial", promovendo ainda "uma melhor qualidade de vida para todos através da redução do absentismo que, sendo prática de um grupo reduzido, penaliza a maioria".
  • flexibilização das condições de prestação de trabalho para "permitir a sua adaptação às preferências pessoais de cada tripulante", (folgas)
  • TAP "mantém quatro tripulantes no A319, acima do 'standard' europeu"
  • Além da manutenção das existentes, todas as aeronaves de longo curso que venham de fábrica tenham uma zona privada de descanso.

A empresa liderada por Fernando Pinto indica que "nada muda de imediato no dia-a-dia dos tripulantes de cabine", uma vez que vão continuar a reger-se pelo acordo atual "durante todo o período de negociação", que legalmente tem a duração de um ano, tendo a TAP proposto que vigor por "seis meses adicionais" para, assim, "atingir um consenso sobre o novo acordo".

A proposta será discutida com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC). A TAP defende que "promove condições de trabalho mais justas e equitativas, permitindo uma atualização salarial e melhorando o modelo remuneratório" e prevê ainda que haja "mais aviões, mais voos e mais rotas, assegurando assim um crescimento sustentável da companhia".

Já este mês, a TAP tinha indicado, numa carta enviada aos tripulantes a que a Lusa teve acesso, que queria alterar o acordo da empresa com o SNPVAC, considerando que "muitas das suas regras estão desajustadas face à realidade".

Nesta carta, o presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, explica que o acordo da empresa em vigor "não tem condições para ser mantido nos seus termos atuais", justificando que "muitas das suas regras estão desajustadas face à realidade" e "outras são utilizadas de forma abusiva por alguns, com prejuízo de todos".