Carlos Tavares cessou esta quinta-feira as funções de diretor-geral delegado para as Operações da Renault, para assumir um «projeto pessoal», sendo as suas funções assumidas pelo presidente executivo do grupo automóvel francês, Carlos Ghosn, anunciou a empresa.

Esta saída, «de comum acordo com a Renault», originará «uma nova organização, que visará reforçar o desempenho das atividades industriais e comerciais do grupo» e que será «comunicada brevemente», anuncia a Renault em comunicado.

No comunicado, Carlos Ghosn agradece ao até aqui Chief Operating Officer [responsável pelas operações do grupo] a sua «contribuição para os resultados obtidos pela Renault ao longo da sua carreira na empresa».

Carlos Tavares era o número na cadeia de comando do gigante automóvel e, segundo o Wall Street Journal, era visto no mercado como o mais provável sucessor de Carlos Ghons, cujo mandato chega ao fim em abril de 2014.

O acordo de saída de Carlos Tavares acontece duas semanas depois do gestor português ter dado uma entrevista, de acordo com o mesmo jornal, em que confessou ser muito pouco provável que pudesse vir a assumir a liderança do grupo Renault, embora se confessasse capaz de gerir empresas como a General Motors ou a Ford.