A saída de bolsa do BPI foi esta sexta-feira aprovada em assembleia-geral de acionistas com mais de 99% dos votos expressos, assim como a limitação da distribuição de dividendos e a redução do número de administradores.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco informa terem estado presentes ou representados na reunião magna de hoje 26 acionistas representativos de 95,08% do capital, tendo a proposta do CaixaBank de perda da qualidade de sociedade aberta do BPI sido aprovada por 99,26% dos votos expressos.

O segundo ponto da ordem de trabalhos – uma proposta do CaixaBank de redução de 20 para 18 dos membros do Conselho de Administração (CA) no mandato 2017-2019 (na sequência da renúncia, em maio, dos administradores Vicente Tardio e Carla Bambulo) – foi aprovado por 99,99% dos votos expressos.

Já a nova política de dividendos, que constituía o terceiro e último ponto da assembleia-geral, mereceu a aprovação de 99,97% dos acionistas presentes ou representados.

Esta nova política prevê "a distribuição de um dividendo anual do exercício […] tendencialmente situado entre 30% e 50% do lucro líquido apurado nas contas individuais do exercício a que se reporta, devendo o montante concreto a propor ser definido à luz de um juízo prudente que tenha em conta, face à situação concreta em que o banco se encontre, a satisfação permanente dos níveis adequados de liquidez e solvabilidade".

Desde início de 2017 que o BPI é controlado pelo grupo espanhol CaixaBank, que já tem mais de 94% do capital social, depois de em maio ter adquirido a posição da seguradora Allianz.

No primeiro trimestre deste ano, o BPI teve um lucro de 210 milhões de euros, que compara com um prejuízo de 122 milhões de euros dos primeiros três meses de 2017.