O Caixabank, principal acionista do BPI com 44% do capital, alertou hoje que "não faz sentido" continuar a colocar capital no banco português sem que se acabe com o estatuto que lhe limita os direitos de voto.

"Como ainda há limitação dos votos, ou fazes alianças ou se muda isto. Não podes ir continuando a meter capital e ficar com a mesma percentagem de votos. Isso não faz sentido. Como gosto do BPI e quero o melhor para o banco, temos de ou fazer uma aliança ou acabar com essa limitação de direitos de voto para que possamos continuar a pôr mais capital", disse hoje o presidente do Caixabank, Isidro Fainé, na apresentação dos resultados da entidade.

No início do ano passado, o banco catalão anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o resto do capital do BPI, colocando como condição uma alteração dos estatutos, que limitam os direitos de voto a 20%. A operação falhou devido à oposição de Isabel dos Santos, outra das principais acionistas do BPI.

O banco catalão CaixaBank, maior acionista do BPI, registou lucros de 814 milhões de euros em 2015, um aumento de 31,4% face aos 620 milhões inscritos nas contas do ano anterior. 

Em comunicado enviado ao regulador do mercado de capitais espanhol, a CNMV, o Caixabank explica que os resultados se devem ao crescimento da atividade bancária e à redução das dotações para insolvências.