Os fundos Apax Partners e Bain Capital e a empresa portuguesa Semapa já entregaram à operadora brasileira Oi a sua oferta vinculativa para a compra dos ativos da PT Portugal, disse hoje à Lusa fonte financeira.

Esta é «uma oferta financiada integralmente pelo Barclays, Bank of America, UBS, Royal Bank of Scotland e UniCredit», acrescentou a mesma fonte.

A 12 de novembro, a Oi informou o mercado de que tinha recebido a proposta dos fundos Apax Partners e Bain Capital para a compra da PT Portugal, oferecendo 7.075 milhões de euros, mais 50 milhões que a proposta do grupo francês Altice.

Na quinta-feira, a Semapa, liderada por Pedro Queiroz Pereira, anunciou que tinha assinado um memorando de entendimento com os fundos para participar na compra da PT Portugal, que está nas mãos da operadora brasileira Oi desde maio último, no âmbito do processo de combinação de negócios com PT SGPS.

A Semapa poderá ficar com uma posição entre 5% a 10%, caso o negócio se concretize.

A proposta de compra dos fundos exclui o negócio da PT Portugal em África.

Esta é uma das duas ofertas que estão em cima da mesa sobre a PT Portugal, que detém o Meo e o Sapo, entre outros.

A Altice, dona da Cabovisão e da Oni, foi a primeira entidade a avançar para a compra da empresa, oferecendo 7.025 milhões de euros, proposta que também exclui o negócio de África.

A PT SGPS, empresa que detém 25% da Oi e a dívida de quase 900 milhões de euros da Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES), tem voto na matéria, já que tem poder de veto.

No entanto, a sua posição em relação a uma eventual venda da PT Portugal só deverá ser tomada em Assembleia Geral de acionistas, que terá de ser marcada para o efeito, uma vez que PT SGPS está também a ser alvo de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) por parte da Terra Peregrin, da empresária angolana Isabel dos Santos.

A 09 de novembro, a Terra Peregrin - Participações SGPS anunciou o lançamento de uma oferta pública geral e voluntária sobre a PT SGPS, oferecendo mais de 1,21 mil milhões de euros pela totalidade das ações da empresa portuguesa, ao preço de 1,35 euros por ação.

A empresa vai pedir hoje o registo da OPA na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), depois de já ter retirado as condições da oferta que a Oi tinha considerado inaceitáveis e de ter notificado a Autoridade da Concorrência sobre a operação, três dias antes de acabar o prazo para o fazer.