Os trabalhadores dos CTT estão em greve desde a meia-noite desta sexta-feira em protesto contra a privatização da empresa. A paralisação foi convocada por 4 sindicatos e abrange todo o pessoal.

A greve teve uma adesão de 72% no turno da noite nas centrais de Lisboa, Porto e Coimbra, segundo fonte sindical. «Os dados da noite nas centrais de correios de Lisboa, Porto e Coimbra e transportes postais» indicam que a adesão dos trabalhadores à paralisação foi de 72%, um «número que está de acordo com as expectativas», disse à Lusa o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNCT).

Relativamente ao impacto da greve na distribuição de correio e nas lojas dos CTT ¿ Correios de Portugal, Vítor Narciso disse que ainda não há dados, porque «as lojas abriram há pouco tempo e a distribuição também começou há relativamente pouco tempo».

A empresa espera que a distribuição do correio decorra com normalidade, e acredita que as lojas deverão funcionar sem qualquer problema.

A greve não afeta os postos de correios explorados por parceiros dos CTT, nem os transportes de correspondência, que são assegurados por empresas externas.

Os últimos meses têm sido marcados por várias greves dos CTT, num ano em que 70% do capital da empresa já foi privatizado.