O concurso internacional para construir o novo Hospital de Lisboa Oriental saiu esta segunda-feira em Diário da República, mas falta ainda a autorização de despesa do ministério das Finanças para este "marco histórico" avançar e substituir seis antigas unidades.

O novo hospital deverá estar pronto em 2022 e substituirá os hospitais de São José, Capuchos, Santa Marta, Curry Cabral, Dona Estefânia e a maternidade Alfredo da Costa.

É possível, finalmente, acreditar em dias menos cinzentos".

A presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, Ana Escoval, reagiu assim em comunicado, esperando que "o concurso internacional corra de forma célere, sem contratempos".

No despacho dos secretários de Estado Adjunto e das Finanças e da Saúde lê-se que "o lançamento do procedimento de concurso público (...) só poderá ocorrer depois de obtida a necessária autorização da despesa".

Quando o Conselho de Ministros aprovou o lançamento do concurso, o ministro da Saúde afirmou que “o Hospital de Lisboa Oriental irá servir uma população que ultrapassará um milhão de habitantes".

A nova infraestrutura vai substituir quatro velhos edifícios, "alguns deles centenários que não têm hoje nenhuma condição de modernização possível": São José, Santa Marta, Dona Estefânia e Capuchos.

O ministro da Saúde respondeu, quando questionado pelos jornalistas deixou a garantia de que, "em nenhum desses espaços, à partida, será conferida nenhuma utilização especulativa de natureza imobiliária". Lembrou, ao mesmo tempo, que "decisões que terão que ser tomadas pelo Governo".

Adalberto Campos Fernandes avançou que "as propostas deverão ocorrer até ao primeiro semestre de 2018" e estimou que a construção "ocorra entre o final de 2019 e o início de 2022".

A nova unidade hospitalar, anteriormente denominada Hospital de Todos-os-Santos, já teve um concurso lançado em 2008, então pelo Governo de José Sócrates, mas a decisão de adjudicação ao consórcio vencedor foi anulada no final de 2013.