O Banco BPI vai voltar a estudar as condições de venda do Novo Banco, tal como fez no primeiro concurso, avançou hoje o presidente Fernando Ulrich, que realçou a apetência histórica do banco em participar na consolidação no setor financeiro português.

"O novo processo de venda deve começar com alguma brevidade e nesse momento veremos. Quando for dado início ao novo processo de venda nós analisaremos as condições", afirmou o gestor.


Ulrich salientou que o atual BPI resultou precisamente de vários movimentos de fusão e aquisição, desde que, em 1991, adquiriu o Banco Fonsecas & Burnay. Cinco anos depois também foram comprados o Banco de Fomento e Exterior e o Banco Borges & Irmão.

E, mais recentemente, o BPI voltou a estar envolvido em tentativas de consolidação, ainda que não tenham avançado.

"O BPI acordou com o BES, em 2000, uma fusão que não foi para a frente. O que o BPI pensa sobre o tema consolidação tem uma história. Em 2007 foi feita uma proposta de fusão amigável com o BCP", assinalou Ulrich.
Ainda assim, o gestor considerou que ainda é cedo para dizer se o BPI pode, ou não, avançar para a tentativa de compra do antigo Banco Espírito Santo (BES).

"Eu não sei como é que o banco [Novo Banco] está e não sei quais serão as condições de venda", rematou.