Os trabalhadores de três oficinas da PSA Citroen decidiram suspender a greve de duas horas marcada para esta terça-feira e admitem cancelar a paralisação prevista para os restantes cinco dias, caso a empresa aceite negociar, disse à Lusa fonte sindical.

Esta manhã, os trabalhadores da empresa, reunidos em plenário, aprovaram uma resolução na qual decidiram suspender a greve de duas horas prevista para hoje nas oficinas da PSA Citroen em Sacavém, Setúbal e Faro, das 11:00 às 12:00 e das 15:00 às 16:00, segundo o dirigente do SITE CSRA - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas, Francisco Alves.

O documento hoje aprovado foi enviado aos responsáveis da empresa, a quem os representantes dos trabalhadores solicitaram “uma reunião com caráter de urgência”, cita a Lusa.

“A empresa, em termos oficiais, mantém a sua posição. Vamos esperar por uma resposta até quarta-feira”, afirmou Francisco Alves, segundo o qual a decisão tomada esta manhã foi “um gesto de boa vontade dos trabalhadores”.

Caso haja abertura da empresa para negociar o aumento salarial reivindicado, o representante sindical admitiu à Lusa que “está aberta a possibilidade de suspender a greve” de duas horas diárias dos dias 28 e 29 de maio e 02, 05 e 06 de junho.

De acordo com o responsável, esta é "a primeira vez em muitos anos" que os cerca de 80 trabalhadores das oficinas/serviço de pós-venda da PSA Citroen em Sacavém, Setúbal e Faro entram em greve.

"Reclamam um aumento salarial na ordem dos 50 euros mensais, o que é mais do que justo, tendo em conta o desempenho, profissionalismo e esforço dos trabalhadores ao longo dos últimos anos. Têm de ser compensados com a melhoria das suas condições de trabalho e um aumento real dos salários", considerou Francisco Alves.

Os trabalhadores exigem igualmente "uma negociação efetiva e de boa-fé, passando desde logo pela eliminação da precariedade laboral, com a passagem a efetivos dos trabalhadores nesta situação".

Convocada pela Fiequimetal - Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas, "a greve deve ser encarada como um aviso contra a falta de resposta da empresa".

A Lusa contactou, sem sucesso, fonte da empresa.