A Grécia tem de chegar a acordo com a troika quanto às suas contas públicas e reformas antes de assumir a presidência rotativa da União Europeia (UE) em janeiro, disse esta segunda-feira o ministro das Finanças grego.

«Tudo deve ser resolvido antes de a Grécia assumir a presidência», a partir de 1 de janeiro, declarou aos jornalistas Yannis Stournaras.

O governo grego apresentou na semana passada um projeto de orçamento que prevê que o país ponha fim em 2014 a seis anos de recessão, com um crescimento de 0,6%.

Mas, o orçamento foi apresentado sem que o Governo tenha chegado a acordo com a 'troika' de credores internacionais (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu), que suspendeu a sua missão de avaliação e deixou Atenas na semana passada.

A troika deve regressar a Atenas em dezembro para continuar a avaliação que permitirá desbloquear uma tranche de mil milhões de euros do empréstimo concedido à Grécia.

O litígio tem a ver com um previsível buraco orçamental para 2014 que a troika diz ser de 1,5 mil milhões de euros e Atenas considera que é três vezes menor.

O ritmo das privatizações (demasiado lento para os credores) e eventuais novos cortes nas pensões são outros pontos de atrito.

A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou na semana passada que é preferível que «a Grécia assuma a presidência da UE sem o fardo das negociações sobre uma nova fatia do empréstimo».