A Grécia deverá enfrentar uma hiperinflação caso saia da zona euro e não deve indexar a nova moeda ao euro, diz o Fundo Monetário Internacional num documento interno citado hoje pelo jornal alemão 'Der Spiegel'.

De acordo com o jornal alemão, citado pela agência financeira de notícias Bloomberg, a Grécia deve desindexar a sua nova moeda do euro se sair da moeda única europeia, sendo que a desvalorização da nova moeda irá aumentar o curso das importações, antecipam os técnicos do FMI num documento interno.

De acordo com as previsões do FMI, o banco central grego, deveria, caso o país saia da moeda única, aumentar as taxas de juro e tomar mais medidas para controlar a inflação, que se prevê ser galopante, ao mesmo tempo que o governo deve continuar a perseguir medidas de austeridade.

A saída da Grécia do Euro é um assunto constante com vários avanços e recuos.

Vários ministros das Finanças da zona do euro e o Comissário Europeu Pierre Moscovici negaram este sábado que se tenha falado no Eurogrupo de sexta-feira de um 'plano B' para a Grécia, embora a Eslovénia tenha confirmado que puxou o assunto.

Segundo várias fontes, o ministro das Finanças da Eslovénia, Dusan Mramor, falou na reunião informal de sexta-feira, em Riga (capital da Letónia), na necessidade de se avançar para um 'plano B' para a Grécia, perante a falta de progressos nas negociações quanto às medidas a adotar por Atenas.

"A minha intervenção foi sobre o que faremos a seguir se não conseguirmos um novo programa a tempo de a Grécia se poder financiar e melhorar a sua liquidez. Isso foi tudo e um 'plano B' pode ser qualquer coisa", limitou-se a dizer Dusan hoje à chegada ao Ecofin, que reúne os ministros das Finanças da União Europeia (UE).