Taxistas reuniram-se esta quinta-feira com o ministro do Ambiente para reclamar medidas contra a Uber, tendo saído com a promessa de um novo encontro em março, para apresentação de uma posição por parte do titular dos transportes.

O senhor ministro teve a humildade de nos dizer que não estava muito dentro do assunto e que precisava de tempo para estudar a questão”, disse aos jornalistas o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), Florêncio Almeida.

Tanto Florêncio Almeida, como o Carlos Ramos, da Federação Portuguesa do Táxi, consideraram que a reunião de hoje foi “muito simpática e pouco mais”, insistindo que a plataforma Uber (serviço de transporte privado pedido através de uma aplicação móvel) viola as leis da República Portuguesa ao transportar passageiros.

Os dirigentes das duas organizações decidiram esperar até 14 março, data da nova reunião no Ministério do Ambiente, para ver qual a posição que o ministro, João Pedro Fernandes, vai defender.

Entendem, porém, que, até agora, o que tem acontecido é “um empurrar com a barriga para a frente”, por “medo de enfrentar uma multinacional como a Uber”.

Os taxistas afirmaram que o problema é político, que é preciso “acabar com a Uber no país” e que os carros da empresa deveriam ser apreendidos.

O diagnóstico está feito, toda a gente reconhece que a Uber é ilegal”, disse Carlos Ramos.

Dezenas de taxistas manifestaram-se na quarta-feira no aeroporto de Lisboa.

O Governo solicitou, entretanto, à Comissão Europeia informação sobre o serviço de transporte privado Uber, para a adoção de "uma estratégia comum".

A empresa que gere o serviço Uber em Portugal, por seu lado, considerou que os taxistas têm direito a manifestar-se de forma pacífica e mostrou-se disponível para dialogar com os operadores no setor da mobilidade.