A rodoviária Carris está a contratar novos motoristas, num total de 65, dez dos quais começaram a trabalhar na semana passada, para “minimizar os impactos negativos” que o serviço tem sofrido nos últimos tempos.

“A Carris tem autorização excecional para contratação de 65 motoristas (modo autocarro) e dez guarda-freios (modo elétrico)”, diz fonte da empresa, citada pela Lusa, especificando que a primeira ação de formação de motorista decorreu entre 12 e 16 de fevereiro para dez participantes, que começaram a trabalhar a 17 de fevereiro.

Desde 2012 que a oferta da Carris se mantém “inalterável” e a falta de motoristas tem consequências no serviço, existindo queixas dos passageiros pelos atrasos e supressões de carreiras.

Em resposta a uma queixa, a que a Lusa teve acesso, o departamento de reclamações da holding Transportes de Lisboa (que integra a rodoviária Carris, o Metropolitano e a Transtejo) confirmou a “existência de irregularidades no funcionamento das carreiras devido ao atual défice de motoristas, que origina algumas supressões de viagens e consequentes aumentos de tempos de espera e sobrelotação das viagens seguintes”.

A fonte admitiu que a Carris “tem vindo a assistir a dificuldades acrescidas na satisfação da oferta, que se mantém inalterável desde 2012”.

No entanto, a empresa “tem procurado diariamente minimizar os impactos negativos junto dos seus clientes, sobretudo nos períodos de maior procura”, daí a “necessidade de contratar estes novos motoristas”.

Referindo-se aos elétricos, a mesma fonte indicou que o serviço público “não foi afetado, uma vez que a insuficiência de pessoal foi sendo colmatada, transitoriamente, com recurso a trabalho extraordinário”.

Contudo, a empresa tem necessidade de admitir novos guarda-freios para “satisfazer a crescente procura turística”.