A Rússia ameaçou na terça-feira voltar a cortar o abastecimento de gás à Ucrânia se Kiev não transferir antes do final do ano 1.650 milhões de dólares (1.355 milhões de euros) como pagamento antecipado para janeiro.

«Segundo o acordo que assinamos (em Bruxelas), se a dívida de 1.650 milhões não for coberta não haverá fornecimento em janeiro», afirmou o ministro de Energia russo, Alexandr Novak.

No princípio do mês, o consórcio de gás ucraniano Naftogaz fez o pagamento antecipado do fornecimento de gás russo para dezembro, após o que Moscovo retomou o abastecimento suspenso em junho passado.

Kiev anunciou em meados de novembro que planeava retomar a compra de gás russo a partir de dezembro, depois de ter liquidado quase metade da dívida de milhares de milhões de dólares a Moscovo e na sequência do acordo assinado a 30 de outubro em Bruxelas.

Na altura, Kiev disse que pretendia importar até 1.500 milhões de metros cúbicos em dezembro e outros 1.000 milhões para o primeiro trimestre de 2015.

A Rússia, a Ucrânia e a União Europeia comprometeram-se em Bruxelas a garantir o fornecimento de gás russo e o seu trânsito pela Ucrânia até território comunitário até março de 2015, depois de Moscovo receber garantias de que Kiev pagaria uma parte substancial da dívida antes do final do ano e que dispunha de fundos para as novas compras de gás.