O presidente executivo do grupo químico-farmacêutico Bayer, Werner Baumann, e a sua equipa estão a comprar ações da empresa com o objetivo de ir fortalecendo a sua posição e tornar mais provável o negócio com a norte-americana, segundo noticia a Bloomberg.

Isto porque, como a Oferta Pública de Aquisição não foi solicitada, não é ainda certo que não seja rejeitada pela gestão da Monsanto. Para já, entre os acionistas da empresa alemã a oferta não foi bem recebida com os receios de que o preço a pagar seja demasiado elevado.

Mesmo assim, ontem o grupo Bayer oficializou a oferta de 62 biliões de dólares (55 mil milhões de euros) para controlar da produtora norte-americana de sementes transgênicas Monsanto, uma operação que, a concretizar-se, criará a maior empresa mundial do setor de produtos químicos para a agricultura e sementes geneticamente modificadas.

A proposta representa um prémio de 37% face a preço das ações da Monsanto a 9 de Maio, dia anterior à entrega da oferta da Bayer aos acionistas da Monsanto.

Com a compra da norte-americana Monsanto, a Bayer reforçará fortemente a presença nos sectores da agricultura e biotecnologia. A Monsanto é uma das maiores fabricantes de milho e soja nos Estados Unidos, tendo já sido alvo de fortes polémicas relacionadas com os potenciais danos para a saúde dos produtos que fabrica. Uma polémica que levou inclusivé, ativistas e ambientalistas a criarem o ‘Dia da Marcha Global contra a Monsanto’, que aconteceu este sábado, dia 21 de maio.

Ainda de acordo com a Bloomberg, a comprar permitiria à Bayer explorar oportunidades de crescimento num sector que vai obrigar aos agricultores a produzirem para abastecer cerca de 10 biliões de pessoas em todo o mundo em 2050.