Para o conjunto dos três primeiros trimestres de 2015, o saldo global das Administrações Públicas fixou-se em -4.843,7 milhões de euros, -3,6% do PIB (-8,9% do PIB em igual período do ano passado, -5,1% excluindo a capitalização do Novo Banco). 

Recorde-se que para atingir o objetivo de sair do Procedimento de Défices Excessivos Portugal tem de chegar a dezembro com um défice inferior a 3%. O atual Governo assumiu que não iria cumprir a meta do anterior governo de chegar ao final de dezembro com um défice de 2,7% mas comprometeu-se com uma défice abaixo dos 3%, à custa de medidas adicionais do lado da despesa.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a melhoria das contas do Estado foi determinada sobretudo pela diminuição da despesa em 8,0%, refletindo o registo da capitalização do Novo Banco no período homólogo, mas também pelo aumento da receita total (2,2%).

No início de dezembro, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental tinha estimado que o défice das administrações públicas, em contas nacionais, a ótica que conta para Bruxelas, tenha ficado nos 3,7% entre janeiro e setembro deste ano,

Bruxelas previu em novembro que o défice orçamental de Portugal seja de 3% do PIB este ano, uma estimativa ligeiramente mais otimista que a do Fundo Monetário Internacional (FMI), que espera que o défice seja de 3,1%. 

O FMI deverá regressar a Lisboa no final de janeiro para realizar a terceira monitorização pós-programa de assistência financeira, em conformidade com as regras do Fundo que determinam que os países intervencionados continuam a receber visitas dos técnicos do FMI semestralmente até que reembolsem a maioria do montante emprestado.