O sindicato dos trabalhadores dos impostos (STI) considerou hoje uma vitória a greve no setor e defendeu que o Governo adiou o prazo de perdão fiscal porque ainda não atingiu a meta de 700 milhões de euros de receitas.

Na sexta-feira, segundo dia de greve dos trabalhadores dos impostos, o ministério das Finanças anunciou um prolongamento por mais uma semana do prazo de perdão fiscal de dívidas ao fisco e à Segurança Social, mas ressalvou ter sido superada a meta inicial (700 milhões de euros) de receitas ao arrecadar 763,5 milhões de euros.

«O prolongamento do prazo mostra que não atingiram o objetivo dos 700 milhões de receitas e que os trabalhadores dos impostos são imprescindíveis para essa cobrança de impostos e para o cumprimento das metas», disse à Lusa o presidente do STI, Paulo Ralha.

Sobre o último dia de greve, o sindicalista disse não ter ainda dados definitivo sobre a adesão, mas mostrou-se convicto que a maioria das repartições de finanças estão hoje encerradas.

A «forte adesão» à greve na quinta e sexta-feira foram, segundo Paulo ralha, os motivos que levaram o Governo a adiar o prazo e a mostrar alguma abertura a negociar com os trabalhadores dos impostos, que reclamam contra cortes salariais e a progressão na carreira.