A agência de rating Standard and Poor's (S&P) defendeu esta quinta-feira que a economia da zona euro arrisca-se a entrar numa fase de crescimento fraco persistente num contexto de política de cortes e de enfraquecimento da economia mundial.

Segundo a Lusa, num relatório com o título «A crise da zona euro ainda não está solucionada», a S&P considera que um regresso ao crescimento não é possível senão com a condição de o endividamento público, bem como o privado, regressarem a «níveis apropriados».

«Até agora, a política de redução da dívida atrasou o crescimento e esperamos que isso continue, apesar de taxas de crédito ultra baixas», sublinha a agência, que já tinha referido, precisamente há um ano, que «a crise na zona euro ainda não estava solucionada».

A S&P sublinha que a descida das taxas de inflação na zona euro também complica a recuperação económica e que «as exportações não são suficientes para conduzir a economia da zona euro para um maior crescimento».

A agência defende que «as políticas monetárias expansionistas não podem gerar crescimento duradouro» e que «só uma melhoria nos planos do emprego, do investimento produtivo e uma maior produtividade podem consegui-lo» e que isto é da responsabilidade de cada Estado.

O crescimento da atividade privada reforçou-se muito ligeiramente em outubro na zona euro, mas a situação mantém-se muito frágil, com uma França fraca e sinais negativos em matéria de emprego e da evolução dos preços, segundo indicadores hoje divulgados pela Markit.