O investimento captado pelos vistos gold aumentou 132% nos primeiros sete meses do ano, face a igual período de 2015, para 571 milhões de euros. Os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras mostram, assim, que mais do que duplicou.

Ao certo, as Autorizações de Residência para a atividade de Investimento (ARI) traduziram-se num investimento de 571.511.345,63 euros, valor que compara com os 246.536.441,59 euros dos primeiros sete meses de 2015.

Se nos concentrarmos apenas em julho foram captados 61.552.086 euros, menos 38% que em junho (98.893.760 euros). Do total, 60.552.086 euros resultaram da compra de imóveis e 1.000.000 euros de transferência de capital. Só no último mês foram atribuídos 106 vistos: 104 pela compra de imóveis, um por transferência de capital e outro pela criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.

No que respeita à aquisição de imóveis, o SEF indica que um dos vistos foi atribuído mediante o requisito "de compra de imóvel cuja construção tenha sido concluída há, pelo menos, 30 anos ou localizados em área de reabilitação urbana, com realização de obras de reabilitação dos bens imóveis adquiridos, no montante global igual ou superior a 350 mil euros".

Fo a primeira autorização de residência atribuída segundo estas novas regras, que alargam os critérios de investimento para cidadãos fora da União Europeia a áreas como reabilitação urbana e ciência, entre outros, e que estão em vigor a 3 de setembro do ano passado.

Desde que os vistos começaram a ser atribuídos, a 8 de outubro de 2012, e até julho último, o investimento total captado catingiu os 2.264,2 milhões euros, entre 3715 autorizações de residência concedidas: 3.509 vistos por aquisição de bens imóveis, 200 por transferência de capital e seis pela criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.

A China lidera a lista (2.790 até julho), seguida do Brasil (188), Rússia (132), África do Sul (117) e Líbano (58).