O gestor Miguel Maya é a partir desta segunda-feira o novo presidente executivo do BCP, substituindo Nuno Amado, que passou a presidente do Conselho de Administração não executivo, informou o banco em comunicado ao mercado.

O Banco Comercial Português, S.A. informa que, na sequência da receção de ofício do Banco Central Europeu, entrou hoje em funções o Conselho de Administração eleito na assembleia-geral anual de acionistas realizada no passado dia 30 de maio”, segundo a informação divulgada através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O novo Conselho de Administração do BCP foi eleito na assembleia-geral de 30 de maio.

A proposta para Miguel Maya assumir a presidência executiva do BCP e Nuno Amado passar a presidente do Conselho de Administração (‘chairman’, não executivo) foi feita pelo grupo chinês Fosun, o maior acionista do BCP (com 27,06%, segundo últimas informações), pela petrolífera angolana Sonangol (o segundo maior acionista, com 19,49%) e pelo Fundo de Pensões do Grupo EDP (2,11% do capital social).

Nuno Amado chegou ao BCP em 2012 vindo do Santander Totta, onde foi presidente, tendo os seus mandatos sido marcados por momentos conturbados, em anos de crise económica e financeira (inclusivamente bancária) e de maiores exigências regulatórias.

Já Miguel Maya, que até agora era vice-presidente executivo do banco, está no BCP desde a década de 1990, há mais de 20 anos, conhecendo bem os cantos da casa que hoje passou a gerir.

Nos últimos anos, Miguel Maya, que é licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE, em Lisboa, acompanhava de perto a área de crédito, nomeadamente a gestão do crédito em recuperação e crédito malparado que o banco tem em carteira.

Além de Miguel Maya, a comissão executiva do BCP é composta por Miguel Bragança (foi para o BCP em 2012, desde o Santander Totta), João Nuno Palma (foi administrador da Caixa Geral de Depósitos até 2016 e é do BCP desde 2017), José Miguel Pessanha e Rui Teixeira (ambos com carreira feita no BCP) e Maria José Campos (quadro do BCP, ligada ao banco Millennium na Polónia).

Já os administradores não executivos são onze, segundo a proposta levada e aprovada na assembleia-geral de maio. Além de Nuno Amado como presidente conselho de administração, o destaque é a entrada do presidente da Fidelidade, Jorge Magalhães Correia, em representação da Fosun, que, além da participação no BCP, detém também esta seguradora.

Os outros administradores não executivos são Ana Paula Gray (com experiência em banca em Angola, representando o acionista Sonangol), Lingjiang Xu (ligado à Fosun), Xiao Xu Gu (administradora do grupo Fosun), Teófilo Ferreira da Costa (até 2017 diretor do grupo CGD) e José Manuel Elias da Costa (secretário de Estado em governos PSD de Cavaco Silva, trabalhou no Santander Totta e desde 2016 consultor do Banque de Dakar, Senegal).

Dos onze administradores não executivos há ainda quatro que são também membros do Conselho de Auditoria: Norberto Rosa (quadro do Banco de Portugal, secretário de Estado do Orçamento nos governos de Cavaco Silva e Durão Barroso e administrador da CGD entre 2004 e 2013), como presidente da Comissão de Auditoria, Cidália Lopes (professora do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra, que já pertencia a este órgão social), Valter Barros (com experiência na banca em Angola, até 2017 consultor do Ministério das Finanças de Angola) e Wan Sin Long.

No total, o novo conselho de administração do BCP é composto por 17 elementos.