Portugal teve, em 2017, o segundo maior défice orçamental da União Europeia (UE), de 3% do PIB, devido ao impacto da capitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.

Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia, apenas Espanha (3,1%) teve um défice superior ao de Portugal.

Na zona euro, o défice recuou, em 2017, para 0,9% (1,5% no ano anterior) e na UE baixou para os 1,0% do Produto Interno Bruto (PIB), face aos 1,6% homólogos.

A decisão final do Eurostat vai contra a posição do Governo português. No final de março, o ministro das Finanças, Mário Centeno, já tinha dito que a opção de contabilização europeia está  "errada".

Portugal mantém a terceira maior dívida pública da UE, apesar de esta ter baixado, em 2017, para os 125,7% do PIB, face ao ano anterior, segundo o Eurostat.

De acordo com a primeira notificação para 2017, a dívida pública da zona euro recuou para os 86,7% do Produto Interno Bruto (PIB), face aos 89,0% homólogos, e a da UE baixou para os 81,9% (contra 83,3%), sendo a terceira quebra homóloga consecutiva em ambas as zonas.

Segundo o gabinete de estatísticas da UE, 15 Estados-membros apresentaram uma dívida pública superior aos 60%, tendo as mais elevadas sido registadas na Grécia (178,6% do PIB), em Itália (131,8%), em Portugal (125,7% - um recuo face aos 129,9% de 2016), na Bélgica (103,1%) e em Espanha (96,3%).

Os menores rácios da dívida em função do PIB foram observados na Estónia (9,0%), no Luxemburgo (23,0%), na Bulgária (25,4%), na República Checa (34,6%), na Roménia (35,0%) e na Dinamarca (36,4%).