A única fábrica de cotonetes do país, sediada em Famalicão, que produz 12.500 unidades por minuto, foi «obrigada» a reduzir as exportações para dar vazão à crescente procura do mercado interno, revelou esta segunda-feira o administrador.

Segundo Carlos Silva, o objetivo é duplicar ou triplicar, «a muito curto prazo», o volume das exportações, na sequência de um investimento de 8 milhões de euros, praticamente concluído, em máquinas de tecnologia avançada.

Serão ainda admitidos mais 15 a 20 trabalhadores, que se juntarão aos atuais 54.

O responsável disse que o grupo Hidrofer já chegou a exportar entre 55 a 60 por cento da sua produção, mas atualmente esse valor não ultrapassa os 20 por cento.

«O mercado nacional foi comendo as exportações.»


Em 2014, o grupo faturou cerca de 5 milhões de euros, mas este valor deverá duplicar nos próximos dois anos.

O grupo inclui duas fábricas, uma das quais recebe o algodão em bruto e prepara e fia as fibras de algodão que vão servir de matéria-prima para a produção da outra fábrica.

Nesta, são produzidas duas toneladas de algodão zig-zag por dia e, por minuto, 11 mil discos desmaquilhantes, 5.500 toalhitas e 5000 bolas.

«Tudo 100 por cento algodão», referiu Carlos Silva.

O administrador sublinhou ainda a responsabilidade ambiental das duas fábricas, cujos resíduos são reaproveitados para a produção de fertilizantes agrícolas, sendo ainda que a água que sai da respetiva ETAR é usada para rega dos terrenos adjacentes.

«Somos amigos do ambiente», enfatizou.

O grupo foi hoje visitado pelo presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, no âmbito do roteiro traçado pelo autarca para divulgar os casos de empreendedorismo do concelho.

Cunha destacou o facto de uma das fábricas ter nascido numa antiga têxtil abandonada, que, de outro modo, seria mais uma peça do “cemitério industrial” do concelho.