Para o ministro das Finanças, a “palavra credibilidade” está associada aos resultados financeiros positivos do país, que os dados do INE vieram hoje comprovar: o défice orçamental das Administrações Públicas ficou em 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) até setembro. 

É a credibilidade que está associada a este processo que permite que hoje possamos estar nas condições que estamos, a palavra que gostaria de deixar associada a estes momentos é a palavra credibilidade”.

Ontem, António Costa já tinha antecipado boas notícias, afirmando que o défice de todo o ano de 2017 ficará abaixo de 1,3%, melhor do que a meta do Governo de 1,4%. Mário Centeno também repetiu hoje esse anúncio.

 [O défice] não excederá o valor de 1,3%, ficando claramente dentro da margem orçamental prevista no início do ano”.

Em declarações aos jornalistas, o titular da pasta das Finanças acrescentou ser ainda credibilidade o que poderá “emprestar ao resto desta legislatura”. O Governo, disse, está empenhado “neste sucesso”, que resulta nomeadamente de “toda a execução orçamental de todo o Governo”.

Em termos trimestrais, e segundo os dados do INE, está em causa um “'superavit' [excedente] e não um défice orçamental no 3.º trimestre”, o que é uma “novidade de peso na evolução da economia e das finanças públicas portuguesas”, realçou o ministro.

É o “maior excedente trimestral” desde o início da série estatística, em 1995.

O ministro também notou que se deve terminar o ano com um valor da dívida próximo dos 126%, “na maior redução de dívida pública em rácio do PIB dos últimos 19 anos”. Assim, todo o “caráter positivo” dos números é “um prémio seguramente merecido para todos os portugueses” e para o trabalho feito.