A Direção-Geral do Orçamento (DGO) divulga esta sexta-feira os resultados da execução orçamental entre janeiro e outubro, com as contas das administrações públicas em contabilidade pública.

No mês passado, a DGO revelou que o limite do défice orçamental em contabilidade pública imposto pela troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) para o terceiro trimestre, 7.300 milhões de euros, foi cumprido com um saldo negativo de 4.335,7 milhões de euros.

De acordo com a síntese de execução orçamental para os primeiros nove meses do ano, o défice em contabilidade pública (fluxos de caixa) sem os ajustamentos da troika foi de 5.428,9 milhões de euros.

Entre o segundo e o terceiro trimestre, o défice do subsetor Estado (apenas os serviços integrados, que apesar de terem autonomia administrativa não têm no entanto autonomia financeira) agravou-se em 591,9 milhões de euros, para os 5.443,1 milhões de euros.

Os serviços e fundos autónomos (que dispõem de autonomia financeira) até viram o seu saldo melhorar, ainda que ligeiramente, de 1.014,6 milhões de euros para os 1.019 milhões de euros.

A administração regional passou de um saldo positivo de 7,4 milhões de euros no final do segundo trimestre para um défice de 722,9 milhões de euros, devido ao aumento do défice na Região Autónoma da Madeira, que passa de 26,4 milhões de euros de excedente para um défice de 719,6 milhões de euros.