A Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada lamentou esta quinta-feira a marcação de mais uma greve na SATA, que considerou «incompreensível» num contexto em que famílias e empresas são chamadas a fazer sacrifícios.

Para a associação empresarial das ilhas de São Miguel e Santa Maria, nos Açores, o «mero anúncio» da greve tem «repercussões negativas no turismo e na economia regional», sobretudo por o pré-aviso abranger quatro meses.

«Torna-se incompreensível a convocação desta greve num contexto de grandes dificuldades para as famílias e para as empresas, que têm vindo a fazer sacrifícios no quadro de ajustamento que o país está a atravessar. Sendo a SATA uma empresa de capitais exclusivamente públicos, não se aceita que continuem a ser os contribuintes a suportar mais agravamentos de custos nesta empresa», escreve a direção da Câmara de Comércio de Ponta Delgada, num comunicado.

Os empresários dizem ainda aguardar «com expetativa a posição do Governo Regional sobre esta matéria, tendo em consideração as declarações proferidas aquando da greve de abril do corrente ano, de que a mesma teria consequências no funcionamento da empresa, o que aparentemente ainda não aconteceu».

A Câmara de Comércio de Ponta Delgada reitera, no mesmo documento, a necessidade de rever o modelo de transportes dentro da região e as ligações ao exterior, sublinhando que não se adequa às necessidades da economia e constitui «um custo de contexto extraordinário ao desenvolvimento regional, nomeadamente do setor do turismo».

Por outro lado, questiona também se «o modelo empresarial existente na SATA é o mais adequado à atual realidade».