O Banco Central Europeu (BCE) decidiu hoje dar quatro meses ao CaixaBank, a partir do momento em que passar a controlar o BPI, para resolver o problema da exposição que o banco português tem ao mercado angolano.

Segundo informação transmitida pelo banco catalão ao regulador de mercado espanhol, o comité desupervisão do Banco Central Europeu, em resposta ao pedido do CaixaBank, decidiu dar "um prazo de quatro meses para resolver o risco de elevada exposição” do BPI a Angola.

O período de quatro meses só começa a contar a partir da conclusão da OPA (Oferta Pública de Aquisição) feita pelo CaixaBank sobre o BPI, “partindo do pressuposto que ela se realiza antes de outubro de 2016”.

O BCE decidiu ainda suspender, durante esse período, as sanções contra o BPI pela grande exposição que tem aquele mercado africano "desde antes de 2015”, pode ler-se no site da Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.

A OPA do Caixabank sobre o BPI foi anunciada em abril, depois de o banco espanhol não ter conseguido chegar a entendimento com a angolana Santoro (empresa de Isabel dos Santos e segunda maior acionista do banco, com 18,58%) sobre uma solução para o banco e, sobretudo, para a redução da exposição a Angola, onde o BPI tem o Banco Fomento de Angola (BFA).