As crianças gostam muito de brinquedos, mas também costumam receber dinheiro no Natal, seja presente de avós, bisavós ou dos próprios pais. Não basta dizer que a mãe ou o pai guardam o dinheiro ou que se põe no mealheiro. Esta é a oportunidade ideal para ensinar aos mais pequenos noções de poupança para o ano que começa e, naturalmente, para a vida futura.

É preciso ter noção que, logo a partir dos dois ou três anos, as crianças começam a interesse em ter ou comprar alguma coisa. Estão numa idade em que absorvem tudo e imitam os pais. Logo, podem desde cedo imitar bons hábitos de gestão do dinheiro.

Converse com eles sobre os seus desejos e sonhos para que entendam que, muito provavelmente, será preciso poupar para que se tornem realidade.

A velha técnica do mealheiro

 É uma boa técnica. É preciso é saber aplicá-la. Há várias teorias sobre como utilizar o mealheiro. Deixamos duas sugestões:

  • Três potes de tamanhos diferentes para gastos de curto, médio e longo prazo
  • Os mesmos três mealheiros, mas prescindindo da categoria médio prazo, para que um dos potes seja canalizado para causas sociais

Há quem defenda que os potes devem ser transparentes para que os miúdos acompanhem a evolução da poupança que estão a realizar.

Jogos didáticos

Também no Natal o convívio familiar dá tempo para jogos de tabuleiro e didáticos. Por exemplo, o Monopólio. É uma boa maneira de introduzir os mais pequenos na brincadeira - séria -, de gestão financeira, poupança e investimentos.

Outros jogos possíveis são as simulações de idas ao supermercados (existem brinquedos que são caixas registadoras) para que comecem desde cedo a ter noção do custo, do pagamento e do troco.

A própria ceia de Natal pode estimular conversas sobre quem paga a conta, para que os miúdos percebam que o que está na mesa implicou uma ida ao supermercado, optar por determinados produtos em vez de outros e que custou dinheiro.

Comparar preços na Net

As crianças são cada vez mais precoces no que toca a lidar com tecnologias. Os computadores e tablets não servem só para ir ao YouTube ver vídeos ou para jogar através de aplicações.

Aproveite para mostrar ao seu filho que é importante adquirir o hábito de comparar, na Internet, os preços daquilo que querem ter antes de irem comprar. Serão adultos mais conscientes nas suas escolhas se o fizerem desde pequenos.

Semanada e Mesada

Estas são duas boas práticas, mas não devem ser arbitrárias. São aconselháveis mediante a idade da criança.

Os especialistas defendem que, entre os seis e os oito anos, poderá ser introduzida a semanada, não como um direito adquirido, mas como uma regalia. Não para gastar tudo de uma vez mas, sob orientação dos pais, a criança perceber que deve sempre poupar algum.

Se desde mais novo tiver tido os tais mealheiros, mais facilmente saberá fazer uso da semanada.

A mesada poderá começar a ser dada entre os nove e os 12 anos, com a mesma preocupação de gestão do dinheiro. Nessas idades, é bom envolver as crianças já na tomada de decisão das compras do supermercado, por exemplo. 

Contas poupança

Embora desde que nascem, possam ter já contas poupança geridas pelos seus pais, quando se tornam adolescentes, e sob orientação parental, podem ir acompanhando a evolução dessas contas.

Essencial para perceberem que poderá ser um dinheiro útil para o futuro, quando forem estudar para a universidade ou para emergências.

Há também contas e cartões de débito específicas para jovens. Consulte o seu banco e, mais uma vez, compare as várias ofertas de outros bancos, primeiro online, depois presencialmente se ainda tiver dúvidas.