O primeiro-ministro diz que agora já é possível anunciar o défice de 2017, que será inferior a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e abaixo da previsão de 1,4%.

Vamos ter este ano, o ano de maior crescimento económico desde o princípio do século. Tivemos o ano passado o menor défice da nossa democracia e este ano vamos ter um défice, que hoje já podemos dizer sem criar arrepios ao senhor ministro das Finanças que será inferior a 1,3%", anunciou na cerimónia de boas festas ao chefe de Estado.

António Costa admite ainda que a dívida "continua muito elevada", mas "já abaixo das melhores expetativas que tínhamos em abril que não superará os 126,2% [do PIB]", em linha com o já anunciado.

O chefe do Governo faz assim o auto elogio ao seu Executivo, lembrando que atingem estes números num contexto em que o emprego cresce, com 240 mil postos de trabalho criados desde que Marcelo Rebelo de Sousa iniciou funções. "Mas com contratos sem termo do que em precariedade", diz.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, também esteve nesta sessão de cumprimentos, juntamente com a maioria dos ministros do XXI Governo Constitucional e três secretários de Estado.

Ontem, o primeiro-ministro tinha-se manifestado convicto de que o défice deste ano iria "ficar abaixo de 1,4%", referindo que a meta inicialmente traçada pelo Governo era 1,5% do PIB e depois foi revista.