António Mexia afirmou, esta terça-feira, que vai continuar como presidente executivo da EDP «enquanto for capaz de injetar a energia necessária» e os acionistas quiserem. O líder da elétrica, que falava no final da assembleia-geral da EDP, realizada na nova sede, na avenida 24 de julho, em Lisboa, foi reconduzido por mais três anos à frente da empresa. A recondução de António Mexia foi aprovada com 99,63% de votos favoráveis.

António Mexia, que está no cargo desde 2007, disse que «o limite para estar na EDP é a capacidade de conseguir entregar compromissos» num setor que está em mudança.

O atual presidente executivo vai para o terceiro mandato como presidente executivo para o triénio 2015-2017, após o acionista maioritário, a China Three Gorges (CTG), ter tomado o controlo da empresa portuguesa com uma participação de 21,35%.

Nuno Almeida Alves, João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis, António Martins da Costa, João Marques da Cruz, Miguel Stilwell, Miguel Setas e Rui Lopes Teixeira serão os membros do conselho de administração executivo para o próximo mandato.

No conselho-geral e de supervisão da empresa, Eduardo Catroga continuará na presidência, mas desta vez sob proposta dos chineses da CTG. A vice-presidência será de Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates e presidente do Banif.

A assembleia-geral da EDP aprovou a eleição do revisor oficial de contas e do respetivo suplente, da comissão de vencimentos e do conselho de ambiente e sustentabilidade para o mandato relativo ao triénio 2015-2017.

Foram também aprovadas as contas individuais e consolidadas de 2014 e a proposta de aplicação de resultados do exercício de 2014, bem como a política de remuneração de todos os membros dos órgãos sociais da empresa.

A EDP fechou o ano passado com lucros atribuíveis aos acionistas de 1.040 milhões de euros, mais 4% do que em 2013, um ano que António Mexia, presidente executivo da EDP, classificou na apresentação de resultados como «de resiliência» em que houve impactos positivos, «como maior hidraulicidade, boa gestão e controle de custos» e impactos negativos, como «os custos regulatórios e maior impacto dos impostos».