O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou esta sexta-feira que depois de encerrada uma avaliação ao desempenho de Chipre, no quadro do programa de assistência financeira ao país, decidiu desembolsar cerca de 83,5 milhões de euros.

À beira do colapso devido à exposição dos seus bancos à dívida grega, Chipre obteve em março um empréstimo de 10 mil milhões de euros concedido pelo FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE).

Em troca, o país encetou um plano de reestruturação bancária, comprometeu-se a fazer cortes orçamentais drásticos e a um programa de privatizações.

Satisfeito com o rumo das reformas, o conselho de administração do FMI deu luz verde ao pagamento da referida quantia, o que eleva para 250 milhões de euros o montante desbloqueado desde março pela instituição, afirmou o FMI em comunicado.

Este pagamento era esperado desde o início de novembro, quando a troika de credores internacionais divulgou um comunicado a indicar que Chipre está a cumprir os objetivos do seu programa de resgate.

«Todos os objetivos orçamentais foram atingidos com margens consideráveis, graças à ambiciosa consolidação orçamental em curso, a uma execução orçamental prudente e a uma deterioração da atividade económica menos grave do que o previsto», referiu na altura a troika após uma missão de avaliação que durou uma semana.