O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, reiterou esta quarta-feira que pretende que haja um alargamento do número de canais em sinal aberto na Televisão Digital Terrestre (TDT), mas que não cause demasiado impacto no mercado.

«Tenho conversado com os diferentes operadores televisivos no sentido de ser possível aumentar essa oferta sem perturbar em excesso o mercado e a sustentabilidade económica dos operadores existentes», afirmou aos jornalistas o ministro, depois de ter dado uma aula aberta na Universidade Católica do Porto, no âmbito do dia do serviço público de Rádio e de Televisão.

Poiares Maduro não quis adiantar datas para as mudanças e lembrou que, no início do próximo ano, deverá haver novidades em relação à TDT, sublinhando que a «existência de uma maior oferta em TDT também tem vantagens para os portugueses que veem o cabo» e acrescentando que 30% da população não tem outro serviço que não o prestado em sinal aberto.

«Tenho dito que me parece inaceitável que tenhamos uma oferta em sinal aberto de quatro canais apenas», afirmou o governante, que apresentou um quadro exemplificativo da oferta existente em países estrangeiros, com mais do dobro da nacional.

Durante o discurso, o ministro referiu que o panorama mediático está a atravessar «uma fase de transição» e especificou com um dos pontos que «têm gerado mais discussão na proposta de contrato de concessão» é a existência de mais canais de serviço público: «Muito provavelmente com a multiplicação de plataformas, de meios de distribuição, essa questão vai ser uma falsa questão dentro de relativamente poucos anos».