A Comissão de Inquérito da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai ouvir o governador do Banco de Portugal na próxima semana. O Presidente da Caixa, José de Matos, também vai ser ouvido, apurou a TVI24.

As audições da comissão de inquérito ocorrerão no dia 27 e 28 de julho.

A comissão de inquérito à CGD vai reunir-se ainda esta quarta-feira, no final do plenário do Parlamento, para tentar fechar as primeiras audições, o que não foi conseguido numa reunião realizada esta tarde à porta fechada.

Pelas 14:30 houve uma reunião - fechada - de mesa e coordenadores da comissão de inquérito, encontro que fez um "ponto de situação dos trabalhos", diz a ata convocatória, numa fase em que foram pedidas as audiências no Parlamento, na próxima semana, do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, do ministro das Finanças, Mário Centeno, e do ainda presidente da Caixa, José de Matos.

De acordo com a Lusa, a meio da reunião do início da tarde, fechada, saíram da sala os deputados coordenadores de PSD e CDS-PP na comissão, Hugo Soares e João Almeida, respetivamente, tendo ficado os partidos à esquerda e o presidente da comissão, o social-democrata José Matos Correia, a tentar procurar uma solução.

No final, Matos Correia declarou aos jornalistas que haverá uma reunião ao final da tarde, aberta, onde haverá novidades sobre os próximos passos da comissão de inquérito, criada a título potestativo por deputados de PSD e CDS-PP.

Em causa, indicaram fontes parlamentares, poderá estar o período de férias do ministro das Finanças e um eventual adiamento da audição de Mário Centeno - na última reunião aberta da comissão foi avançada a possibilidade do ministro ser escutado já a 01 de agosto, segunda-feira.

O regime jurídico dos inquéritos parlamentares, disponível na página Internet do parlamento, frisa que no caso dos agentes do Estado e entidades públicas a data de audição pode ser alterada mediante a justificação de "imperiosa necessidade de serviço".