A presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, Cristina Casalinho, está confiante que a DBRS mantenha o rating português no nível em que está, numa decisão que será anunciada na próxima semana.

Esta agência de notação financeira canadiana é a única que coloca a divida pública portuguesa fora do nível de "lixo", atribuindo assim uma nota de investimento.

“A notação que atualmente existe foi atribuída ao soberano português em condições que entretanto verificaram melhoria. Portanto, achamos que a probabilidade [de uma redução do rating] é reduzida”

De referir, a propósito, que hoje Portugal colocou 1.100 milhões de euros de Bilhetes do Tesouro a três e 11 meses, acima do previsto, com as taxas a descer e, na maturidade mais curta, a entrar em terreno negativo, graças à política monetária expansionista do Banco Central Europeu.

Logo no arranque de abril, contudo, foi a própria DBRS que admitiu cortar o rating português, num cenário de incerteza política ou se o crescimento económico não for suficiente para reduzir a dívida pública.

Neste momento, o nível atribuído é BBB (‘low’), enquanto as três maiores entidades de rating consideram que a dívida pública de Portugal ainda está num grau de lixo.

A DBRS volta então a avaliar a dívida pública portuguesa a 29 de abril.

Cristina Casalinho falava aos jornalistas depois de uma intervenção num almoço do American Club of Lisbon, em Lisboa.