Os ministros das Finanças do Eurogrupo afirmaram que registaram esta madrugada progressos nas negociações sobre a união bancária, manifestando-se otimistas em relação à possibilidade de alcançarem um acordo esta quarta-feira.

«Esta noite, realizamos um avanço crucial na construção da união bancária», declarou o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, à saída da reunião, secundado pelo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, indicando que o Eurogrupo «fez um bom progresso», sem especificar.

A reunião do Eurogrupo, que durou sete horas, visava preparar outra dos ministros das Finanças dos 28, prevista para hoje, com o objetivo de alcançar um acordo sobre um mecanismo único de «resolução», ou seja, a falência ordenada de bancos da zona euro, o segundo pilar da união bancária depois da supervisão única.

Este mecanismo prevê um fundo único de «resolução» com contribuições do setor bancário, e as discussões desta noite focaram-se essencialmente na «rede de segurança» pública a implementar para que o sistema possa funcionar até que o fundo esteja plenamente operacional, o que poderá demorar uma década.

Passamos «muito tempo» a discutir a questão da rede de segurança, reconheceu o líder do Eurogrupo, o ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem.

As negociações tropeçaram até agora na questão de saber se o fundo, em caso de necessidade, poderá pedir dinheiro emprestado ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), uma solução com a qual a Alemanha não concorda.

À saída da reunião, os ministros recusaram-se a entrar em detalhes sobre as negociações desta madrugada.

O MEE «estará envolvido» na rede de segurança, declarou Rehn, sem dar mais detalhes.

«Estou convencido de que amanhã terminaremos» as discussões, disse o ministro francês, Pierre Moscovici.

Os ministros das Finanças do Eurogrupo já se reuniram para discutir o mecanismo de «resolução» dos bancos no dia 11 em Bruxelas. Um acordo terá de ser alcançado até ao fim do ano para que o diploma possa ser discutido com o Parlamento Europeu e aprovado antes das eleições europeias de maio de 2014.