O Fundo Monetário Internacional defende que as economias da zona euro mais afetadas pelas crise deverão continuar o processo de moderação salarial. Segundo um paper assinado por economistas da instituição, Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha são os destinatários dos alertas.
 

"O crescimento dos salários nominais abrandou acentuadamente, mas os salários não caíram para os níveis anteriores à crise. É necessária mais moderação salarial no médio prazo, para aumentar o emprego e evitar o retorno a grandes défices correntes".

 
O documento, intitulado "Moderação salarial nas crises", defende ainda que a par dessa moderação salarial, os países deverão implementar reformas estruturais para aumentar a produtividade em relação aos seus parceiros comerciais.
 
Dessa forma, sublinham os economistas, a moderação salarial será tanto mais efetiva quanto o maior número de países que a imponham. O objetivo, claro está: aumentar a competitividade.
 
Segundo as contas do FMI, três anos de moderação salarial significariam um crescimento do PIB na ordem de um ponto percentual, nos cinco países. Se se adicionar as reformas estruturais, esse crescimento poderá ascender aos três pontos percentuais, no conjunto dos países visados.