O ministro da Defesa Nacional afirmou este sábado que o Orçamento do Estado para 2015 na sua pasta resulta das reformas que têm vindo a ser feitas na área da Defesa e que permitem uma «alteração qualitativa muito significativa».

Em declarações aos jornalistas, no Porto, depois da cerimónia de homenagem aos mortos da I Grande Guerra, perante o monumento alusivo aos soldados caídos então, Aguiar-Branco afirmou que hoje é possível estar «em condições de ter umas Forças Armadas que cumprem corretamente as suas missões».

«Há três anos, quando nós tomámos posse, o que estava em causa era pagar salários, era ter condições para cumprir essa questão básica (…) e agora, passado este tempo, estamos já num processo em que podemos reequipar as Forças Armadas, podemos cumprir as operações e as missões que elas têm que desempenhar, o que significa que é uma alteração qualitativa muito significativa», declarou o ministro da Defesa, que prestou ainda homenagem ao «distintíssimo militar» que foi o antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Gabriel Espírito Santo, falecido na sexta-feira à noite.

O governante salientou ainda que o «orçamento é um orçamento honesto, é um orçamento que permite dar sentido a todo o sacrifício que os portugueses tiveram durante estes três anos, permite entrar numa linha de sustentabilidade das contas públicas e na Defesa Nacional também».

Na sexta-feira, o presidente da Associação Nacional de Sargentos, Lima Coelho, lamentou que o Orçamento de Estado para 2015 continue a não dar a devida atenção à questão militar e que mantenha o agravamento das condições.

«Não há sensibilidade para a questão da coisa militar e este orçamento é a continuidade, senão mesmo o agravamento, daquilo com que todos temos vindo a ser confrontado», disse em declarações à agência Lusa Lima Coelho, frisando porém que a sua análise ao Orçamento do Estado ainda não é pormenorizada.

Lima Coelho referiu que uma das medidas que «saltou à vista» foi a continuidade da graduação dos militares até ao fim de determinado período de formação, explicando que esta situação provoca que determinados militares «fiquem para além do tempo que seria expectável a vencer pouco mais de 100 euros».