A Altice concluiu esta manhã a compra da PT Portugal aos brasileiros da Oi. A dona do Meo está a partir de hoje nas mãos dos franceses da Altice.
 
O negócio está avaliado em mais de sete mil milhões de euros e só foi fechado esta manhã, depois de um fim-de-semana de negociações, no qual a Altice exigiu algumas garantias adicionais que não faziam parte do acordo inicial de venda, entre as quais questões laborais e fiscais.
 
O negócio vale 7,4 mil milhões de euros, mas a Altice só pagará 5,6 mil milhões de imediato: há um desconto de 1,3 mil milhões para reformas e outros custos com trabalhadores e ainda 500 milhões de euros que só serão pagos dependendo do desempenho da operadora MEO.
 
Entre estes descontos está também uma fatia para indemnizar os atuais gestores da PT Portugal, uma vez que foram todos afastados.
 
Nenhum dos gestores vai ficar para contar histórias ou assegurar a transição das pastas: desde o presidente Armando Almeida escolhido por Zeinal Bava, passando pelo administrador financeiro que também vinha da Oi ou até mesmo Pedro Leitão com o pelouro da MEO e que chegou a ser apontado como futuro presidente da empresa.
 
Do novo conselho de administração sabe-se pouco. Sabe-se apenas que Armando Pereira, o emigrante português que detém 30% da Altice, vai ficar como presidente do Conselho de Administração da empresa.
 
Agora, dentro de dois ou três dias, os franceses deverão assumir o controlo efetivo da empresa no Fórum Picoas em Lisboa.
 
O próximo passo da Altice passará por vender a Cabovisão e a ONI, uma imposição feita pelo regulador de Bruxelas quando aprovou o negócio em abril.