Os trabalhadores da Triumph concentram-se esta quinta-feira em Loures para protestar contra o eventual encerramento da fábrica de Sacavém, cujo processo de venda está em curso.

Em causa está a possibilidade de a empresa alemã, que comercializa roupa interior, encerrar a sua fábrica em Sacavém, no concelho de Loures, onde trabalham 530 pessoas, caso o processo de venda, que se encontra em curso, não venha a ter sucesso.

A concentração terá lugar no largo do real Forte, em Loures, pelas 17:00, e conta com a presença do presidente da Câmara Municipal, Bernardino Soares.

Na passada terça-feira, o presidente da autarquia afirmou, em conferência de imprensa, que a venda da fábrica da Triumph é uma hipótese a "rejeitar em absoluto”, pois terá um "forte impacto negativo" no concelho e no país.

Bernardino Soares considerou ainda que, da parte das autoridades nacionais, do ministério da Economia, “tem de haver uma intervenção neste caso”, pois trata-se de “uma marca e uma empresa com prestígio a nível nacional e internacional”.

O responsável manifestou-se igualmente favorável a que haja “uma intervenção forte das instituições públicas” e lembrou que a Câmara Municipal de Loures estará ao lado dos trabalhadores na luta pelos seus postos de trabalho.

Também na passada terça-feira, um porta-voz da Triumph esclareceu à agência Lusa que a unidade de produção em Sacavém “encontra-se num processo de alienação”, que esse “processo de venda não está terminado” e que “continuará a decorrer durante 2016”.

O mesmo responsável da fábrica garantiu que a companhia está a concentrar todos os esforços no processo de venda “para evitar o encerramento desta unidade de produção do grupo, a única na Europa, escusando-se a revelar a identidade das empresas com quem a Triumph desenvolve contactos, por ser um processo confidencial.

O Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Curtumes do Sul anunciou na semana passada que os trabalhadores mandataram os seus representantes para "denunciar publicamente o drama que 530 trabalhadores e as suas famílias estão a viver".