O Eurogrupo deu esta sexta-feira formalmente mandato às instituições para negociarem o terceiro programa de resgate à Grécia, numa reunião por teleconferência entre os ministros das Finanças da zona euro que decorreu esta sexta-feira à tarde.

Em comunicado, o Eurogrupo deu conta de que, na sequência da aprovação pelo Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) do lançamento de negociações formais, as autoridades "foram incumbidas da tarefa de negociar rapidamente o memorando de entendimento", como cita a Lusa.

Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional irão assim definir as condições que a Grécia deve cumprir para aceder a um novo programa de três anos, que deverá ascender a mais de 80 mil milhões de euros, com a maior parte do dinheiro a ser financiado pelo MEE, o fundo de resgate permanente da zona euro.

O Eurogrupo aprovou que os lucros feitos pelo BCE com dívida grega sejam usados como garantia do empréstimo de emergência que será concedido à Grécia nos próximos dias para evitar um novo incumprimento.

Os ministros das Finanças da zona euro reuniram-se hoje à tarde, por teleconferência, e acordaram "em princípio" que os lucros feitos pelo Banco Central Europeu com dívida pública grega, referentes a 2014, sejam usados como garantia do empréstimo intercalar de 7,16 mil milhões de euros, servindo assim para evitar proteger os países de fora da zona euro de um não reembolso do montante que será emprestado.

A assistência financeira a curto prazo à Grécia será de 7,16 mil milhões de euros e virá de um empréstimo do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (EFSM em inglês), no qual participam os 28 Estados-membros da União Europeia.