O líder do PSD criticou, em entrevista à TSF/DN, as afirmações de Mário Centeno sobre um alegado desvio de 3.000 milhões de euros nas contas da CGD. E diz que as necessidades de recapitalização são inferiores a metade dos "mais de 5.000 milhões" estimados.

Passos é duras nas críticas ao Governo de António Costa: "Tenho ouvido uma retórica do Governo que é incendiária em relação ao sistema financeiro e que só procura criar a convicção de que o Governo herdou uma situação caótica na banca que impede hoje o país de crescer e o Governo de fazer o que queria."

A assegura que não há buraco algum nas contas do banco público. "A CGD tem até meados de 2017 para devolver os Cocos ao Estado, capital que o Estado emprestou. Não está em incumprimento. O banco foi alertando que teria dificuldade com o seu modelo de negócio de fazer o reembolso. Precisa de vender ativos, de melhorar o seu desempenho, isso estava a revelar-se difícil. Eu disse que me preocupava com essa dificuldade. Mas entendia que a CGD tinha ainda à mão possibilidades que o permitiriam realizar - na área internacional e mercado doméstico. Claro que tem um problema de rentabilidade, também devido à política do BCE - que está a acontecer sobre todos os bancos"

"A CGD tem um acionista, o Estado terá de resolver o problema. Se fosse PM estaria a fazer o necessário para recapitalizar. Mas não estaria a fazer, de forma perigosa e inaceitável, o que o ministro das Finanças fez: dizer que havia um desvio de 3 mil milhões. Está a induzir as pessoas em erro. Não existe um buraco na CGD, não é sério. Em vez de desmentir as necessidades que têm sido noticiadas - mais de cinco mil milhões, que não são verdadeiras e será menos de metade -, está a lançar uma suspeita sobre a CGD e sobre o resto dos bancos portugueses. E isso vai estourar-lhe nas mãos", acrescenta o líder do PSD.