O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) defendeu esta terça-feira um alargamento excecional do prazo de validade dos pedidos de declarações de carência económica para limitar os valores das rendas, devido ao sistema informático «obsoleto» dos serviços de Finanças.

Carlos Carreiro, da direção nacional do STI, disse à agência Lusa que qualquer acréscimo nos serviços das finanças sobrecarrega o sistema e, neste momento, decorrem as emissões do rendimento bruto anual corrigido (RABC), do Imposto Único de Circulação (IUC) e notificações de IRS.

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) informou, entretanto, que na segunda-feira, primeiro dia de emissão de declarações, foram «pedidas e emitidas várias centenas de certidões», o que «comprova a operacionalidade do sistema informático».

Para o dirigente sindical, «devia ser alargado, a título excecional, o prazo de validade dos pedidos (de RABC) e tentar a curto prazo, e com urgência, resolver o problema informático».

Carlos Carreiro lembrou que os prazos de 90 ou 120 dias estão a expirar porque as pessoas fizeram os pedidos de RABC quando a lei o permitiu, mas os serviços das finanças não puderam emitir as declarações até à liquidação do IRS.

Até ao final do ano deve começar nova fase de emissão do IUC, pelo que o dirigente sindical perspetivou maiores dificuldades.

«Sempre que há qualquer acréscimo anormal de serviço, o nosso sistema informático não responde por conter muitas fragilidades», disse Carlos Carreiro, comentando que um reforço no atendimento não faria sentido.