É mais uma manhã negra para os títulos do BCP, no sétimo dia de descida. A ação abriu longo em queda e já regista um mínimo nos 0,0180 euros. O valor mais baixo de sempre e que, contas feitas, leva a uma desvalorização de mais de 60% desde o início do ano. Em pouco mais de uma hora já passaram de mãos 180 milhões de títulos do banco.

O concorrente BPI também derrapa 0,45% para 1,095 euros.

Nas energéticas só a EDP e a Ren teimam em ficar positiva em 0,65% para 2,884 euros e 0,4% para 2,539 respetivamente. A Galp desvaloriza 0,86% para 11,50 euros, a Renováveis cai 0,69% para 6,6 euros.

Os sinais mais negativos estão mesmo na The Navigator que desce 3,03% para 2,52 euros e na Mota-Engil a decrescer 2,15% para 1,55 0 euros.

Com as pressões nacional e lá de fora, a bolsa de Lisboa abriu em queda de 0,4% para 4.446,02 pontos e o PSI20 continua a descer.

Uma tendência que se verifica em toda a Europa após fecho negativo das praças asiáticas. A Ásia acabou por ser o primeiro mercado a reagir ao desfecho da reunião da Reserva Federal norte-americana. O Banco do Japão travou a possibilidade de mais estímulos à economia, horas depois de a FED ter-se mostrado cautelosa quanto às perspetivas da economia dos Estado Unidos.   

A Reserva Federal manteve as taxas de juro inalteradas mas sinalizou que ainda planeia dois aumentos este ano, adiantando que espera que o mercado de trabalho nos EUA se fortaleça após a recente desaceleração. Mas o banco central dos EUA, no entanto, reduziu suas previsões de crescimento económico para a maior economia do mundo para 2016 e 2017 e indicou que será menos agressivo no aperto da política monetária após o final deste ano.

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