O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil propôs à discussão a realização de uma greve de mais de 10 dias, a começar já no dia 1 de maio, avançou à TVI fonte interna da empresa.

Para já não se sabe os moldes em que poderá decorrer esta greve, ou seja, se será seguida ou intervalada.

Esta proposta de paralisação foi feita no plenário que está a decorrer à porta fechada, mas ainda não foi votada.

Este plenário surge na sequência do impasse considerado «insanável» nas negociações com a administração da TAP e que mereceu fortes críticas do Governo.  

O Sindicato garante que o Governo e a administração da empresa não pretendem cumprir o que foi acordado em dezembro do ano passado. Por isso, o Sindicato quer agora enviar «um sinal forte e claro aos potenciais investidores», num momento crucial em que se escolhem os futuros donos da TAP. 

Ontem à tarde, e perante a possibilidade de uma greve, a TVI teve acesso a uma carta em que o presidente da companhia aérea, Fernando Pinto, escreveu aos pilotos a alertar para as consequências «desastrosas» de uma paralização.

Esta manhã, o Sindicato respondeu, dizendo que o  «Governo e a TAP insultam inteligência dos pilotos».

Também esta manhã, a Globalia, grupo que detém a Air Europa, anunciou que desistiu da corrida à privatização da TAP, devido à elevada dívida da companhia aérea.

«Desistimos da ideia, não se pode comprar uma empresa com tanto endividamento que não se possa sanear e gerir. Não podemos investir e ficar de mãos e pés atados. Ao não podermos gerir a empresa com critérios privados, desistimos», assegurou o o presidente da empresa, num encontro com a empresa.

Esta tarde, o ministro da Economia, Pires de Lima, disse acreditar que os representantes dos pilotos «são homens de palavra».