O Índice de Custo do Trabalho do setor privado português teve um aumento homólogo de 2% no quarto trimestre de 2015, suportado no crescimento dos salários e outros custos, após uma descida de 0,9% no trimestre anterior.

O Instituto Nacional de Estatística adianta que as duas principais componentes dos custos do trabalho - custos salariais e outros custos, por hora efetivamente trabalhada - tiveram subidas de 1,6% e de 3,2%, respetivamente.

No trimestre anterior, os custos salariais tinham caído 2,6% e a componente de custos não salariais tinha descido 1,8%.

Diz o INE que para essa evolução contribuiu também o aumento de 0,1% no número de horas efetivamente trabalhadas e de 2,0% nos custos médios do trabalho.

O ICT é um indicador de curto prazo que, para além dos custos do trabalho suportados pela entidade empregadora, tem em consideração o número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador, medindo a evolução dos custos médios do trabalho por hora efetivamente trabalhada.

Estes custos compreendem, para além dos custos salariais, outros custos do trabalho a cargo da entidade patronal.

No conjunto do ano de 2015, o ICT aumentou 1,8%, beneficiando do aumento de 1,5% nos custos salariais e de 2,7% nos outros custos do trabalho.

"Esta evolução resulta também do efeito conjugado do aumento de 1,2% dos custos médios do trabalho e da diminuição de 0,7% do número de horas efetivamente trabalhadas", realçou o INE.

Em 2014, o ICT tinha tido uma diminuição de 3,4%, a que corresponderam decréscimos de 3,2% e de 3,8% dos custos salariais e dos outros custos, respetivamente.